0 Gardados para despois

Miguel Anxo Abraira

Passado, presente e futuro do nacionalismo galego

DO PASSADO.

Quando o nacionalismo representado pelo BNG se precatou que uma vez chegado ao 25 % dos apoios eleitorais se encontrava diante dum “teito de aceiro” e que pelo tanto não era capaz de recavar mais percentagem de apoios iniciou um processo de moderação com o objectivo de seduzir outros sectores da sociedade.  A moderação não lhe permitiu ampliar as bases sociais de apoio, mas pela contra conseguiu gerar descontento, enfado e abandono dos sectores sociais que tanto lhe custara conquistar. O passo pela Xunta de Galiza foi fundamente decepcionante para as pessoas que se foram incorporando a apoia-lo a golpe de sapato e mesmo insultos contra o “cancro do PP” do que foi o porta-voz Nacional, Xosé Manuel Beiras. A  aposta pela  “moderação” foi imposta sem debate e muito menos sem consenso o que fiz que o descontento fosse ainda maior.

A beirização da  forma de fazer política do nacionalismo maioritário- atitudes e discursos muito impactante e muito incendiários- permitiu, que uma ampla parte da sociedade , visualiza-se  ao Bloque como uma organização  válida  para fazer oposição mas com a que não  contava a hora de ter que eleger um governo alternativo já que a olhados da maioria social era muito anti-social (não confundir com anti-sistema). É bom ter claro que o eleitorado diferencia entre processos eleitorais, mas que também diferencia entre dar o voto para governar ou dar o voto para fazer oposição.

Nos anos de maior força do Bloque as pesquisas diziam-nos que o jeito de comunicar de Beiras criava grandes adesões, mas também rejeições   muito amplas. Estas rejeições fiz que não aparece-se a abstenção eleitoral nos descontentes do PP e incluso provocou que se desse transferência de voto do PSOE ao PP como jeito de impedir o aceso à presidência de X. M.  Beiras. Algo parecido se pode concluir das pesquisas sociais actuais com o partido PODEMOS  e com a figura de Pablo Iglesias. É lógico que se dê o mesmo processo já que o mesmo Pablo Iglesias tem dito em mais duma ocasião que para ele Beiras é o seu mestre e deve ser certo o que diz pois se analisamos o seu método de comunicação bem podemos dizer que o que está fazendo e uma beirização da politica espanhola com atitudes e discursos de muito impacto, semelhantes ao proceder do ilustre professor Beiras. A beirização da política espanhola, por parte de Podemos, não tem porque significa que esta atitude lhes vaia impedir chegar ao governo, porque os mesmos métodos empregados por dois grupos diferentes pode dar resultados diferentes e porque -como todos sabemos- o momento político e económico e muito diferente devido a uma crise que promete acentuar-se nos próximos meses e anos.

O que sim é certo é que o jeito de proceder de Podemos, o seu programa e a sua máxima “SI SE PUEDE” é um peso importante que os pode levar a cair de jeito muito rápido se chegam ao governo. Alimentar a falsidade de que todos os males sociais e económicos que vivemos são culpa da casta política, sindical, religiosa, ... sem distinção alguma de partido, sindicato, história, proceder, … e que; ademais, eles são capazes de conseguir um nível de vida mais alto que o existente antes do inicio da crise se governam é um discurso que pode trair graves consequências para o seu partido e para o conjunto da sociedade. Esquecem os Podemitas e partidos satélites que estamos numa crise de civilização que alcança em maior ou menor medida todas as partes do planeta e que a fundura da mesma depende  do grado de ocidentalizada que esteja a sua economia e a sua sociedade. Os Podemitas deveriam ter claro que a escassez de recursos que se dá a nível planetário não se vai solucionar  enchendo de cidadãos as praças para  levantar as mãos e berrar o seu “SI SE PUEDE”. Tampouco se vai derrotar ao grão capital sem encara-los com mobilização social e a organização das classes trabalhadoras, dos espoliados, dos oprimidos.

A chegada à Xunta por parte do BNG de Anxo Quintana foi visto como um grão passo do nacionalismo, ainda que os resultados eleitorais já teimavam em dizer que havia uma forte desconexão entre o Bloque e a sociedade O inicio do declive que se produz com um BNG capitaneado ainda por Beiras não foi daquela correctamente analisado e não se compreendeu o que a sua base social queria dizer. O BNG contava com um apoio fortemente radicalizado nas formas e, para nada compreendeu o giro ao centro e ao autonomismo do BNG de Quintana. Eram muitas as vozes internas que durante o bipartido alertamos sobre a nefasta imagem que se estava dando com a gestão na Xunta de Galiza e com o desprezo sistemático que muito dos cargos de governo da Xunta tinham com a militância nacionalista e o seu eleitorado. Podem-se citar muitos exemplos desde ir a juntas do BNG em coche oficial, continuar as obras da cidade da cultura, fazer jantares para os maiores ao estilo PP, lavar a imagem do exercito espanhol chamando-os para que ajudaram na vaga de incêndios florestais ainda que careciam de meios e cometido, permitir a emissão em espanhol na TVG-2, …

As criticas internas que se darão nesta etapa fora consideradas pelo núcleo dirigente como um ataque ao governo e não como advertências serias dum proceder errado que ia trair consequências nefastas a curto prazo. Também é certo que as navalhadas entre o PSOE-BNG ajudarão a transmitir a imagem de matrimonio forçoso mal levado. Na mesma linha Xosé Manuel Beiras tampouco foi quem de estar a altura, já que o seu suposto retiro da primeira linha do Bloque não se produziu e iniciou novamente o seu peculiar jeito de fazer política, mas neste vez para visualizar e reforçar a mala imagem das acções do bipartido.

Entremeares  se iniciava o processo de declive de apoios cara a Xunta, também se começava -um pouco mais tarde- o declive nos Concelhos, nomeadamente nas cidades que noutras ocasiões foram o principal campo de crescimento do BNG.

A analise que se pode tirar da experiência municipal é a pouca capacidade de diferenciar-se doutras forças a hora de executar a sua política local. É certo que há concelhos onde a imagem dum projecto e o diferencial de gestão é percebido nitidamente mas também é certo que este diferencial não se baseá numa aposta decidida em desenvolver aspectos que o BNG considera cruciais para Galiza como é o desenvolvimento económico e das potencialidades do pais. No que se refere ao passo e incidência do BNG nas Deputações ninguém negara que a presencia na governação destas instituições não é para nada significativa e diferenciada. Estes feitos  ajuda a que o BNG seja percebido como um partido mais do sistema.

Nos pactos com o PSOE o Bloque nunca tive muito que ganhar  e foi o PSOE que se tem beneficiado dos mesmos em maior medida e sem contrapartidas negativas pese a sua deslealdade e transfuguismo repetidos uma e outra vez. Os pactos com o PSOE não teriam sido tão negativos se não se tiveram prolongado por tanto tempo, mas a solidez dum PP que revalida ou recupera  a maioria absoluta com muita facilidade -os movimentos eleitorais for principalmente entre o BNG e o PSOE- desgastou de jeito muito forte a proposta nacionalista. Outra característica do passado eleitoral de Galiza e o de que não se produza uma abstenção significativa do eleitorado do PP ate a últimas Europeias. Esta abstenção  repeti-se nas municipais do 2015, produto do desgaste do PP-Espanha (Rajoi) por mor das políticas de recortes e a situação económica, case em exclusiva. Embora o resultado do 48,49 dos votos obtidos pela suma de PSOE, BNG, AGE e Podemos fronte ao 35,16 dos votos do PP nas  eleições europeias  e o 35,75 do PP nas municipais tapou uns resultados que parecendo insignificantes  demonstram que a maior parte do eleitorado do PP andava na procura duma alternativa do mesmo corte ideológico. Assim é que nas europeias a soma de PP, Cs e UpyD somam o 40,24 e a soma de PP e Cs nas municipais soma 37,67 passando a somar o 46,68 % dos votos nas gerais fronte a um 50,69 % que da a soma de PSOE, PODEMOS- En Marea e NÓS. Se ao feito de ter calhado uma alternativa próxima ao PP - vai permitir o não travasse de votos ao campo da abstenção- lhe adicionamos a melhor imagem do PP-Galicia que a do PP-Espanha junto com a certeza que a soma dos votos de PSOE, BNG e PODEMOS-En Marea só e de 5 pontos por acima dos melhores resultados produto da soma BNG e PSOE e fácil dar-se conta que a vindoiras eleições ao parlamento galego abrem uma possibilidade de derrotar ao PP, mas que também abrem a possibilidade dum governo do PP + Cs.  É certo que Cs é um partido fantasma, na Galiza, e ninguém conhece os seus representantes, mas também é certo que a vista dos resultados e com o mesmo apoio mediático terem garantida a representação no Parlamento galego.  Tampouco devemos esquecer que a situação social, económica e política e muito volátil e que todo pode mudar em poucas semanas.

Um aspecto muito importante é que parece que nenhuma pessoa esta a pôr acima da mesa, neste período de analise, é o trabalho que fiz o nacionalismo   na criação de  organizações  e projectos jornalísticos  como o SLG, FRUGA, ADEGA, A MESA, CIG, A NOSA TERRA, SERMOS GALIZA, AEL, ASPG, ALEXANDRE BOVEDA, … É certo que no seu interior estas organizações  sofrem e sofrerão tensões internas que as levou em muitas ocasiões a excisão ou  ao abandono da orbita do nacionalismo na que for criadas, mas o que ninguém pode negar e que a Galiza seria muito menos Galiza sem a existência das mesmas. Sem dúvida o nacionalismo foi quem de ter  um grão sucesso com a premissa da auto-organização.

 

DO PRESENTE

A defensa duma integração do nacionalismo do BNG no projecto En Marea para as eleições gerais  tinha muitos mais argumentos a favor que os tem para umas eleições galegas. O primeiro e mais importante era o de garantir representação no Congresso, já que ir sós  jogando fora da casa   dificultava obter representação. A segunda razão era fazer de tampão a implantação social dos partidos centralistas ao converter ao nacionalismo no referente interno mais potente e melhor organizado da coa-lição. O terceiro era conseguir uma confluência conjuntural do conjunto do nacionalismo ainda que fosse numa coa-lição com outros agentes. O quarto ajudar a que a coa-lição se convertesse na primeira força (a vista dos resultado não se teria conseguido) eleitoral da Galiza. O quinto criar uma alternativa potente para dar a batalha pela presidência da Xunta. De todos os argumentos  que havia para a confluência nas gerais, a dia de hoje, só se pode manejar como válidos para as eleições ao parlamento galego o da confluência conjuntural do nacionalismo e o de aspirar a presidência na Xunta. A respeito da confluência das distintas sensibilidades do nacionalismo na Marea compre dizer que as traições que se produzirão depois das eleições ao não constituir um grupo parlamentar próprio e ao ter-se conhecido que ANOVA-PODEMOS e EU assinaram  acordo para as gerais e galegas muito antes de iniciar-se as conversas públicas têm provocado mais feridas emocionais que as já existentes com anterioridade e pelo tanto  converterá o acordo num acto em falso  que dará lugar a desqualificações públicas ao mínimo contra-tempo.

A integração do nacionalismo do BNG e da sua periferia na Marea da alguma possibilidade de obter a presidência da Xunta mas tampouco assegura os resultados; tendo ademais que  contar-se com somar o apoio do PSOE.  A integração do BNG na Marea se não é para fazer-se com o poder da Xunta não tem nenhum sentido táctico e muito menos estratégico para o nacionalismo, já que supõe renunciar a defender  um discurso  próprio diante da sociedade a cambio de nada ou praticamente nada. No caso duma integração, a dia de hoje,  tampouco se sabe que modelo de Galiza haveria que defender pois En Marea não foi quem de apresentar um programa digno de chamar-se como tal nas passadas eleições gerais e pelo tanto esta sem definir o que se quer fazer em aspectos fundamentais. Outro motivo que nós tem que levar a pensar que o processo de integração não é a melhor opção e a experiência de ter passado pelo governo da Xunta de Galiza. As discrepâncias públicas do governo, o incumprimento de expectativas, a incapacidade de reverter a situação económica, …. vão ser garantia de fracasso e pelo tanto vai trazer aparelhado grandes custes políticos para um nacionalismo galego muito debilitado.

O nacionalismo galego teve, tem e terá dificuldade de fazer ouvir a sua mensagem na nossa sociedade porque a socialização do seu discurso levaria irremediavelmente à aparição de consciência nacional galega e pelo tanto faria mudar radicalmente o panorama político, económico e social galego. Isto  os poderes económicos e políticos espanhóis não podem permitir, se querem manter o status quo actual  galego e, também do estado.  Quanto mais se dilua o discurso do nacionalismo galego menos possibilidades há de que a nossa mensagem chegue, se entenda e se espalhe na sociedade galega. Compre pois, que os sectores sociais com consciência de nação  não claudiquemos a hora de defender aberta e directamente o nosso discurso, do contrario Galiza seguira diluindo-se económica, social e culturalmente em Espanha ate a sua total desaparição.

A tão desejada derrota do PP em Galiza não deve levar-nos a aceitar o suicídio político. O objectivo para nós não é nem deve ser  tomar a Xunta a qualquer preço, nem sequer uma falsa reforma constitucional. O objectivo para o nacionalismo galego -indistintamente se estamos no governo ou na oposição- e criar consciência nacional -com perfil de esquerda- no conjunto da sociedade galega.

Diante da disjuntiva de se o nacionalismo deve ir ou na coa-lição En Marea aquelas pessoas que defendem a unidade eleitoral deveriam contestar  qual vai ser a táctica, o discurso, … que o nacionalismo levará adiante no caso de não conseguir a presidência da Xunta ou de não entrar no seu governo e, por suposto, a resposta deve ser algo mais que fazer oposição.

Outra razão muito forte para não entrar na coa-lição En Marea é a necessidade que temos em tempo de fundas crises ou de colapsos de que sempre haja uma alternativa desde a esquerda. Se não há uma alternativa desde a esquerda, numa situação de colapso, a decepção que crie na sociedade um governo desta ideologia vai favorecer o crescimento imparável do fascismo. A dia de hoje já sabemos com total seguridade que na presente legislatura e com políticas assumi-veis  pelo sistema, governe quem governe, vai ter que reformar e recortar as pensões -o fundo de reserva garante o pago integro  das mesmas ate 2018-, e que nos dois próximos anos vão dar-se convulsões muito importantes no mundo do petróleo com preços que se vão disparar-se cara arriba significando  a destruição de muitos empregos. Também sabemos  que gestão do modelo económico e social  actual vai precisar muitos mais recortes para manter-se com vida. É bom não perder de vista que a solução à situação de “crise” não é possível dentro do actual modelo.

 

PROPOSTAS, QUE NÃO RECEITAS PARA AVANZAR. NO PLANO ELEITORAL

  • Apostar por uma plataforma eleitoral nacionalista/arredista ampla na que se estabeleçam uns mínimos de funcionamento rigoroso e respeitoso com as distintas sensibilidade organizadas e com as pessoas que se incorporem a titulo individual. Evitar, por parte dos partidos integrantes da plataforma, a eleição desde arriba e as listas acordadas, e favorecer a participação na toma de decisões. O mini-fundis-mo forma parte da idiossincrasias dos galegos -na política também-, mas a sociedade galega sempre foi quem de ter ferramentas de cooperação e colaboração.
  • Dar entrada com força às mensagem surdidas na sociedade sem eliminar, nem ocultar o discurso que permita criar consciência nacional.
  • Buscar pessoas que têm capacidade de comunicação social e não só pessoas com apoios e simpatias partidárias.
  • Ser imaginativos e criar tendências e linguagem comunicativa impactante e nova de jeito permanente.
  • Não cair em fazer  campanhas visualizando, tão só,  reclamações ou reivindicações parciais da sociedade senão todo o contrario buscar propostas horizontais que sejam positivas e bem recebidas pela  maioria da sociedade.
  • Aproveitar as campanhas para intentar seduzir e pelo tanto ser visualizado em sectores sociais afastados do trabalho diário do nacionalismo/arredismo.
  • Aproveitar todos os meios de difusão e de comunicação que estejam ao nosso alcance. Em nenhum caso chegar tarde a novas ferramentas de comunicação.
  • Transmitir de jeito activo a conexões internacionais do nacionalismo galego/arredismo -nomeadamente das outras nacionalidades do Estado e de Portugal- para não dar uma imagem de isolacionismo internacional, que tanto dano lhe tem feito a causa nacional galega.
  • Recuperar os actos em zonas geográficas e sectores sociais pequenos e afastados ainda que sejam com mui poucas pessoas de ouvintes.

 

NO PLANO NÃO ELEITORAL. ARREDISMO (O NACIONALISMO DO SECULO XXI)

O emprego do termo nacionalismo foi, é e será um grave problema para definir, no seio da nossa sociedade, de jeito correto a ideologia que defende os direito nacionais de Galiza, já que ao ser um termo que se diz igual em galego que em espanhol é difícil diferenciar o significado libertador que  tem em galego com o significado de ultra-proteccionismo e  xenófobo que se lhe da em espanhol. O termo nacionalismo é empregado habitualmente pelos meios de comunicação com fortes conotações negativas que nada tem  a  ver com a nossa ideologia. Qualquer ideologia de supremacia racial, cultural, étnica, etc tende a definir-se como nacionalista desde o poder e de nada serve que nós definamos essas atitudes como imperialistas. A hora de repensar-nos e redefinir-nos na sociedade é preciso aproveitar o momento de mudança para reforçar os vectores fortes e ser quem de corrigir ou mudar os vectores que nos debilitam, sem medo ao cambio.

A proposta de auto-definir-nos como arredistas tem como objectivo apresentar-nos na sociedade com um termo próprio e diferenciado o que vai evitar confusões interessadas e não interessadas. Também vai permitir encher a nossa ideologia de linguagem e mensagem actualizadas com o mundo que nos toca viver. O cambio de auto-definição pode resultar num principio muito radical e roturista com o passado recente, mas também é importante ter presente que a defensa da causa nacional galega tem passado por distintas auto-definições e todas elas terem sido acertadas para o momento histórico que tocou viver. No meio de século XIX o termo empregado era o de provincialismo, este termo virou depois a galeguismo que conviveu com o termo arredismo, hoje em desuso; para mais tarde passar a empregar-se os termos nacionalismo e independentismo.

O arredismo é o ideário que defende a causa nacional galega desde uma perspectiva nacionalista e adapta à nossa realidade os discursos e os movimentos sociais e políticos a prol da igualdade das pessoas, a justiça social, o reparto da riqueza, a garantia universal dos mínimos matérias para a super-vivência digna, o direito universal a educação, a sanidade, a teito, o vestiário, a cultura e alimentação sem distinção por sexo, religião, etnia, cultura, procedência, orientação sexual,.. O arredismo, também, está comprometido com a protecção do meio ambiente a nível local e global e  defende o decrescimento voluntario individual e colectivo  planificado como o jeito de praticar a solidariedade norte-sul e assumir no teórico e no prático os limites físicos do nosso planeta e do território no que nos tocou viver.

A aposta pelo cambio do termo de auto-definição vai ajudar de jeito muito importante a que se visualize  um cambio de fundo no discurso e no proceder da paroquia nacionalista . O cambio tem que acompanhado coa muda da cultura política do conjunto de militantes e simpatizantes e ademais conseguir que o mesmo seja percebido pela sociedade como positivo. A mudança de auto-definição tem que ir focada a conseguir que a maioria da sociedade aceite e tome como o seu referente ideológico o nacionalismo/arredismo no seu conjunto ou a parte do mesmo. Só quando  a maioria da povoação se defina como algo, bastante ou muito arredista poderemos aspirar a que uma organização herdeira do nacionalismo conquiste a maioria dos votos e podamos contar com organizações maioritárias e hegemónicas na sociedade galega que defendam os direitos nacionais de Galiza desde uma perspectiva de esquerda.

 

SER ARREDISTA E SER GENTE DA TERRA.

Para conseguir que a gente se considera nacionalista/arredista é preciso não cair em estabelecer critérios rígidos e admitir a capacidade de sentimento e ideologia nacionalista/arredista dum jeito muito plural e muito ampla. Toda pessoa que se defina ideologicamente como tal deve ser aceitada dentro da nossa paróquia ideológica já que a exclusão é uma medida contraproducente a meio e longo prazo. A exclusão de pessoas que se auto-definem como nacionalista é justamente  contrario do que precisamos fazer para que aumente a consciência nacional galega. O objectivo político, tem que ser -sem dúvida- conseguir que na sociedade haja muitas pessoas que dalgum jeito entendam que Galiza precisa o reconhecimento formal de nação e a construção dalgum tipo de estado próprio. É preciso deixar de fazer uso de termos pejorativos com a nossa vizinhança ideológica.  No caso de que se pretenda fazer algum tipo de distinção entre nacionalistas/arredistas compre empregar termos não excluintes e tampouco  agressivos em excesso (nacionalista/ arredista não praticante, nacionalista/arredista de baixa intensidade, pouco nacionalista/arredista, algo nacionalista/arredista, ….).

O arredismo tem que  viver com normalidade as muitas contradições que o povo galego tem. A cultura tradicional e popular galega e o comportamento e pensamento de muitas pessoas são de de povo colonizado; mas isto é o normal depois de mais de 500 anos- o raro é que ainda sigamos existindo como povo diferenciado-. Assumir com normalidade as contradições e aspirar a modifica-las com  tempo e trabalho teimudo  e não com discursos excessivamente ideológico, vai permitir que a gente veja aos arredistas como pessoas do povo que querem cambiar as coisas e não como anti-sociais e agressivos “forofos”.

A implicação dos nacionalistas/arredistas em ajudar a articular desde abaixo a Galiza que queremos e a melhor maneira de conseguir conectar com o povo, ampliar a base social que nos respeita e apoie e , ademais, conseguir que nos veja com olhos de governantes. A participação de jeito activo no associativismo da vizinhança, cooperativas e grupos de consumo, associações de comerciante, juntas de paróquias do rural, organizadores de festas varias, etc, etc deve ser uma prioridade à altura ou incluso superior à actividade de protesta e reivindicativa já que este é a melhor maneira de quitar-nos aspectos negativos da imagem que há na sociedade a respeito do nacionalismo.

Não abandonar o discurso diferencial e pelo tanto identitário de Galiza com respeito a outras nações é um elemento muito importante, mas é preciso defender a necessidade de manter este carácter diferencial desde um discurso antropológico, é dizer como o fruto de centos de anos de ensaio-error ate dar com a melhor solução para resolver os nossos problemas individuais e colectivos.

Galiza tem cultura própria e mesmo idioma diferenciado porque durante milhares de anos a humanidade que vivia neste território tive que aplicar medidas individuais e/ou colectivas que lhe facilita-se e lhe serve-se para garantir a sua supervivência. A orografia, clima, vegetação, fauna fiz que fosse preciso aplicar medidas concretas e diferenciadas com outras zonas geográficas muito próximas mais muito distintas nos elementos naturais do seu território. A cultura tradicional em qualquer parte do mundo sempre estivo focada na necessidade de resolver os problemas inerentes a zona geográfica na que  se desenrola e pelo tanto as suas características são próprias em cada zona. A problemas diferentes culturas diferentes e a culturas diferentes idiomas diferentes e idiossincrasias diferentes. A revolução industrial da lugar a uma modificação radical do jeito de encarar os problemas e universaliza a resolução de conflitos já que põe a disposição da humanidade uma grande quantidade de energia abundante e barata o que supõe a resolução dos problemas apelando sempre à mesma solução que não é outra que o uso directo e indirecto de energia. A revolução industrial também traz aparelhado a  existência de novos matérias que se expandem por todo o planeta produto da globalização; possível pela existência de grandíssimas quantidades de energia. A capacidade de resolver os mesmos ou distintos problemas aplicando uma mesma solução em qualquer parte do planeta da lugar à cultura ocidental e converte o modo de vida nas cidades no máximo exponente de “modernidade”; dando lugar a uma cultura global que relega a uma visão de atraso à cultura tradicional de cada zona geográfica. Na Galiza, produto da falta de resortes políticos e administrativos próprios, faz que as distintas fases da  “modernidade” industrial  destruam com mais violência a nosso de vida tradicional e converta o nosso jeito de ser e de passar pelo mundo como algo que há que destruir para poder ser modernos para poder viver melhor.

São muitos os intelectuais e pensadores que em distintas partes do mundo  consideram que a actual crise mundial é o sintoma inequívoco de que a era industrial (baseada na existência de grandes quantidades de energia e matérias) chegou a sua fim e que nos tempos actuais estamos no momento histórico marcado pelo fim duma era que se resiste a morrer e o começo duma nova  da que nada se sabe de momento. O que si sabemos e que o peak das energias fóssil esta trazendo aparelhado um peak everyting que vai obrigar a humanidade a botar novamente mão dos recursos do seu território e a recuperar os modos de fazer e de viver do passado.

O nacionalismo/arredismo tem que centrar o o seu discurso na defesa que temos os galegos do uso do nosso território e dos seus recursos  para o nosso beneficio. É esta , sem dúvida uma aposta por um discurso que vai tomar muita importância num futuro imediato. Vai tomar importância, não só pelo declive mundial dos recursos não renováveis, senão porque sem dúvida e uma poderosa argumentação a favor da paz mundial e da solução pacífica das grandes migrações forçadas que se estão vivendo e se vão intensificar nas vindoiras décadas produto da escassez de recursos, alimentos, mudanças climáticas, guerras.

Para a maioria do nacionalismo galego a religiosidade da gente sempre foi vista como uma chata, um erro que era preciso encarar, mas é certo que a religiosidade tem na Galiza umas características especiais e que conforma muito o nosso carácter e o nosso património cultural  -começando pelo arquitectónico-. A crença num deus não é contraditório com ser nacionalista/arredista, nem sequer o é com ser de esquerda. O que é contraditório, e pelo tanto é o que há que combater, são os privilégios económicos e de poder da hierarquia eclesiástica. Desde um ponto de vista de arredistas  devemos diferenciar abertamente a batalha necessária contra os privilégios do poder eclesiástico do absoluto respeito às crenças e as praticas religiosas. Entender sobre todo que os enterros não são só uma manifestação religiosa que o são também de dor, de acompanhamento da família, de respeito, ... e pelo tanto estar dispostos a participar nos mesmos como não crentes, mas com fundo respeito e uma boa maneira de aceitar o povo tal como é. Neste aspecto: crente no seu próprio deus ou deuses pêro muito crítico com o poder eclesiástico.

Toda sociedade recebe influencias positivas e negativas do estrangeiro e Galiza não é uma excepção. O problema para Galiza e que a imensa maioria das influencias que chegam a nossa sociedade  procedem de Espanha -nomeadamente Madrid- ou passam previamente por aí e pelo tanto soem vir acompanhadas de elementos fundamente espanholizadores. Como arredistas devemos intentar combater a espanholizarão mas o combate deve ser inteligente e o mais efectivo possível. Compre pois diferenciar os aspectos positivos e os negativos traídos desde fora e ser quem de adequar a nossa critica e o nosso actuar. De ser negativa a influencia é preciso combater a mesma e para isso será fácil dotar-se de argumentario, mas no caso de ser positiva também compre actuar e depurar a mesma adequando-o a realidade Galega.  Outro aspecto que deveríamos assumir como arredistas são a necessidade de aceitar e mesmo potenciar influencias doutras culturas. Assim é que o feito que sejamos perfeitos conhecedores do espanhol deve levar-nos a entender e pôr acima da mesa que o espanhol também nos achega a outras culturas, escritores, musicas que também falam espanhol e não só ao que se faz em Espanha. A influencia destas culturas são negadas ao conjunto da sociedade espanhola, pelos desenhadores da Una Grande Espanha Unida, ao igual que  lhe é negada e proibida a sociedade galega a influencia de Portugal e dos países da área da lusofonia. A aproximação a Portugal e a lusofonia devera  jogar um papel muito importante na estratégia do arredismo, não só pela proximidade geográfica, cultural e idiomática senão também pela necessidade que temos de que as influencias que cheguem a nossa sociedade não venha todas da entorna espanhol-falante desde Madrid ou via Madrid. Também parece lógico a importância duma maior presencia de Portugal na Galiza e de dar a conhecer a causa nacional galega em Portugal para  num futuro terem sucesso o reconhecimento de independência unilateral ou pautada de Galiza. Portugal também deve passar a entender-se como a porta que nos une com um mercado, a cultura e idioma “comum” de mais de 250 milhares de habitantes espalhados por 5 continentes. A batalha por que o Português seja junto como o espanhol o idioma estrangeiro prioritário no sistema educativo e algo que deve estar presente no nosso discurso ao igual que a recepção em aberto da RTP e outras emissões do mundo da lusofonia.

Na actualidade todas as sociedade terem dividido a sua soberania em várias  administrações e Galiza não é um excepção. O nacionalismo galego não foi quem de adaptar o seu discurso a perda de soberania a favor de administrações supra-estatais (União Europeia) e quedou-se a meio caminho entre enfrentar-se a sua existência ou não, propondo reformas que nunca se chegarão a concretizar. Galiza tem repartido em várias administrações a sua soberania nacional; sendo as mais importantes a da U.E., a do estado, a  Autonómica e a municipal. Estes quatro estamentos eliminarem competências de organizações tradicionais do povo galego como são a comarca e sobre todo a paroquia. O arredismo deve centrar o seu discurso em reivindicar o conceito actual de soberania que é aquele que entende que o direito à soberania lhe corresponde exerce-lo as pessoas e não a um aparato político administrativo.

A soma e  cruze do discurso baseado no direito que terem as pessoas de  gestionar e beneficiar-se dos recursos do território no que vivem com o discurso baseado em que a soberania deve ser gerida pelas pessoas vai conformar sem lugar as dúvida a ideia força mais importante no que se vai apoiar o argumentario soberanista do arredismo.

A defesa da dissolução da UE e do Estado Espanhol a favor do direito inalienável  de que as pessoas sejam donas do seu futuro e pelo tanto soberanas sobre as suas vidas e o seu território não entra em contradição com a aceitação da coordenação em pé de igualdade e em paz com os  povos (estados) fronteiriços e com parte do resto  Europa. A recuperação da soberania a favor das pessoas também tem que significar para o nacionalismo/arredismo a luta legitima pela  recuperação das entidades menores e o funcionamento em assembleia, que secularmente existiu em Galiza. Há que falar e ser capazes de exportar este modo de auto-organização do povo rural às vilas e cidades, adaptando o mesmo à sua realidade.

 

UMAS NOVAS IDEIAS FORÇA PARA UMA NOVA ESQUERDA

Quando no 2008 começou a crise houve mui poucas  vozes que defenderão o enfoque de que a crise que estava iniciando-se ia ser empregada pelo grão capital para criar as condições políticas que lhes permitisse seguir com a acumulação de riqueza. Nesta nova etapa o grão capital apostou por seguir acumulando riqueza a custa de recortar direitos das classes trabalhadoras deixando  um pouco de lado, as acções extractivas e de roubo dos recursos do planeta. O cambio  de intensidade que fiz o grão capital, dum modelo baseado principalmente na explotação dos recursos do planeta a outro  baseado, principalmente no roubo dos direitos das classes trabalhadoras deve-se, em boa medida, a que a esquilmação dos recursos do planeta começou a  ceder na sua rendibilidade por mor da sua escassez e o incremento dos custes energéticos. A dia de hoje, também, são poucas as vozes que falam que a crise actual viu para quedar-se, mas já estão saindo as primeiras vozes – mesmo desde o oficialismo económico- que dizem que a situação internacional e muito preocupante e que não depara nada bom a curto e meio prazo. Os que defendemos que a crise actual não é de sistema senão de civilização tínhamos claro que as coisas ia mudar tal e como estão sucedendo. Estamos imersos no colapso da civilização ocidental e não numa crise do capitalismo e, isto significa que o único caminho possível é um cambio de paradigma redefinindo não soa a economia e os sistemas produtivos senão a sociedade no seu conjunto.

A adequação do nacionalismo/arredismo deve contemplar a situação de colapso no que se encontra a sociedade ocidental e pelo tanto as suas propostas e  trabalho devem ir encaminhadas na criação de alternativas ao existente actualmente e não na sua defensa, para assim encaminhar-se cara uma nova sociedade baseadas num novo modelo político, social e económico. Assumir os limites físicos do planeta e o período histórico no que nos encontramos, permitiria-nos acertar com propostas que sendo, num primeiro momento, difícil de aceitar pela gente iram bem encaminhadas e dará os seus frutos a meio longo prazo por ser as acertadas.

Os eixos no que devem mover-se as propostas do arredismo devem ser “revolucionarias” no económico, reformistas no institucional e conservadoras no antropológico. O revolucionário no económico passa por abandonar a defensa do crescimento continuo como a maneira de melhorar o nível de vida (não confundir com qualidade de vida) da gente e centrar o discurso na necessidade de reduzir consumos supérfluos individuais e colectivos orientando os esforços em manter e incluso melhorar o aceso universal a uma educação de qualidade, teito, alimentação, roupa, sanidade e cultura. A luta de classes deve abandonar o pacto não escrito de reivindicar melhoras das condições materiais dos assalariados com o reparto da riqueza produto do crescimento e deve centrar o seu discurso e o seu proceder em defender o reparto da riqueza material. Também deve ser quem de diferenciar e descriminar o discurso obreirista, baseado na defensa por acima de qualquer outro critério dos postos de trabalho dum discurso de esquerda que tenha como elemento reivindicativo principal a qualidade de vida e a defensa do direito universal aos requisitos básicos para uma vida digna. Outro piar no que deve basear-se o nacionalismo/arredismo e o  de combater as política favoráveis à economia global, fazer boicote a mesma e apostar por uma economia do necessário e de proximidade.

O reformismo no institucional deve levar-nos a defender a recuperação da figura da organização das paroquias rurais e do seu funcionamento em assembleias da vizinhança. Este modelo deve ser implementação nos bairros de vilas e cidades. Também deve apostar por dotar de competências a Assembleia da Comarca conformada pelos representantes das paroquias e de bairros. Por outro lado deve defender a imediata dissolução das Deputações do Estado Espanhol e da União Europeia substituindo estes dois aparatos administrativos por um ente coordenador dos estados ibéricos e outros dos estados europeios vizinhos sem competências reais sobre os estados soberanos que o conformem.

O conservador no antropológico deve obrigar-nos a conhecer a fundo a nossa idiossincrasia o porque das coisas do passado deixando de lado duma vez por todas o complexo de superioridade que emana do progresso e da modernidade. Conhecendo o fundo dos procederes da nossa sociedade tradicional seremos quem de articular medidas e propostas actuais que somem na vertebração e continuidade da nossa historia como povo diferenciado.

 

ARREDISMO E MUDANÇA CLIMÁTICA

Um factor que vai muita relevância no ideário do arredismo são os problemas meio ambientais, não só locais senão também os globais. A dia de hoje a aceitação duma inevitável mudança climática e quase unânime, ainda assim também é certo que a maioria da gente não é para nada consciente das graves consequências que este feito vai supor em todas e cada uma das esquinas do planeta, incluído o galego.

A mudança climática não significa que na Galiza vaiamos ter mais meses de menos precipitações e uma maior temperatura. Ainda que só significa-se  o dito anteriormente  a mediterranização do nosso clima  significaria profundas modificações da nossa cultura do nosso jeito de pensar e de passar pelo mundo como povo. Um simples incremento de 2 grãos das nossas temperaturas meias vai supor modificações da nossa vegetação e fauna não só animal senão também humana e pode fazer-nos desaparecer como o povo que somos com grão rapidez.  É preciso incidir que a mudança climática na Galiza vai supor uma paulatina mediterranização do nosso clima.  É bom ter em conta que pode supor o contrario, já que o massivo derretimento do pólo norte pode provocar a paralisação da corrente do golfo do oceano atlântico o que poderia supor a paralisação das correntes marinhas que achegam auga morna a costa galega fazendo que o nosso inverno seja muito suave e não tenhamos o nosso território coberto de neve vários meses ao ano.

O que vai suceder com o clima e algo no que os espertos não são quem de pôr-se de acordo. No que si concordam  é no feito de que o clima vai tardar décadas em estabilizar-se, senão séculos e, a in-estabilidade  significara um alto risco para os cultivares agrários a nível planetário o que vai produzir malas ou inexistentes colheitas. No referido as problemáticas concretas para Galiza é preciso ir assumindo e pelo tanto introduzir no nosso discurso a adaptação ao incremento do nível do mar e pelo tanto compre desenhar políticas urbanísticas que prevêem o derrube de numerosas edificações e traslado de pessoas nas cidades, vilas e aldeias do nosso litoral e a modificação substancial das nossas praias e rias.


ECO-FEMINISMO: O FEMINISMO DO ARREDISMO

Os esforços que faremos desde o arredismo cara a construção da nova sociedade terá que ter muito presente que só desde a aceitação da diferencia e a plena igualdade de direitos das pessoas é  possível fazer uma sociedade justa e solidaria. O movimento feminista tem feito grandes conquistas na equiparação dos direitos entre homens e mulheres mas também é certo que hoje em dia há muitas mulheres feministas que se questionam os custes sociais e sobre todo emocionais dos processo de libertação. O eco-feminismo assume como suas as batalhas e os avances  do feminismo do século XX, como não pode ser doutro jeito, mas o enfoque das suas reivindicações terem presente que a situação de crise económica, política e social que vivemos e em realidade um colapso da civilização ocidental.

Desde o nacionalismo/arredismo temos que ser quem de assumir o ponto de vista do eco-feminismo e introduzir a sua visão e propostas no nosso discurso.

Acerca de Miguel Anxo Abraira

Político e activista social