O que me anima ainda a escrever em normativa institucional, quer dizer com grafia espanhola, é o fato de existir um bom número de pessoas que a reconhecem não só como galega mas como intimamente sua, desde que ligada ao seu próprio jeito de galeguizarem o mundo. É essa passiva espanholidade, mais común e profunda do que somos capazes de reconhecer, que me merece um grande respeito, até porque eu mesmo não me dou desembaraçado dela e talvez nunca consiga. O fato de vivermos referencialmente em Espanha antes do que na Galiza, como diariamente experimentamos os galegos, deve ter muito a ver com isto.