Hai guerra em Irão, mas respiremos, já temos Junta de Paz para Gaza

Presentación da 'Xunta de Paz' de Donald Trump CC-BY-SA The White House

1) Por fim, logo de tantos anos, décadas de feito, de sofrimento, já temos Junta de Paz para Gaza. Por fim poderemos deixar de preocupar-mo-nos do que passa ali, desse genocídio e limpeza étnica que se estava a produzir. E bem que se nota, já se fala menos disso. Nem nas redes nem nos jornais. E, agora, com o de Irão, menos ainda.

É umha boa nova. E como nos di Jesús A. Núñez, em ElDiario.es, já se reuniu!, começou a funcionar!!! E que vemos? Pois vejamos um resume do que nos di na crónica:

- Em primeiro lugar: Resulta que o Conselho de Seguridade da ONU definia à Junta de Paz de Gaza como “a administração de transição que determinará o marco e coordenará o financiamento para a ré-urbanização de Gaza”. Mas Trump quere converte-la numha “instância com pretensiões planetárias, da que se auto-designou presidente vitalício” (Si, mentres viva).

- Em segundo lugar: Pretende substituir fraudulentamente à própia ONU como representante legítima da comunidade internacional para gestionar a agenda mundial de paz e seguridade.

- Em terceiro lugar: Israel sigue a violar diariamente o acordo de alto o fogo logrado com Hamás o 10 de outubro. Os mortos já se contam por centenas. O órgão tecnocrático palestino não puido começar as suas funciones. A ajuda humanitária segue corto-circuitada por Tel Aviv e a anexião de Cisjordânia está já na sua última fase. Os palestinos estão apartados da Junta de Paz para Gaza.

Não é um alerta ilhado. O diário Público informa da declaração (tão descarnada coma sincera) de Trump sobre da Franja no Foro de Davos: "No fundo são um agente imobiliário, e o más importante é a ubicação, assí que dixem: mirade esta ubicação junto ao mar. Mirade esta preciosa propiedade, o que poderia significar para tanta gente". Ou, numha visão mais geral, esta opinião de Antonio Gregorio em Praza.gal “Privatizando o goberno (do mundo)

 

2) Cisjordânia: Por se queda-se algumha dúvida sobre o destino dos Palestinos de Gaza observemos o que está a fazer Israel em Cisjordânia. Também está a construir. E boas construções, abofé que si. Mas não para os palestinos senão para os colonos israelitas. Como nos di Publico.es:Israel põe em marcha a anexão de Cisjordânia com umha lei para registar como própias terras palestinas: "Os palestinos não serão capazes de demostrar que as suas terras são suas, polo que o Governo israelí confiscará-as e as declarará terras do Estado… dado que não reconhecem a documentação palestina, já provenha da corte, ministérios ou de qualquera concelho palestino".

 

3) E por riba, o de Irão vai ser aproveitado polos genocidas para fazer mais invisível a Gaza e Cisjordânia, como podemos ver em Público.es, titulado, precisamente, “Gaza, a vítima invisível da guerra contra Irão”.

 

4) Mas, imos ver, isto é umha barbaridade, não fai nada a ONU?

Pois a ONU, certamente, parece paralisada para tanto como o que tinha que fazer. Mas, bem mirado, também é doado de entender sabendo que, no seu Conselho de Seguridade, os EUA tenhem direito de voto e veto. Mas, também é certo que a ONU não é o só o Conselho de Seguridade. Vexamos outras “partes” da ONU:

a) UNRWA: Pois si, a ONU está fazendo. Bem sabemos o que passa coa UNRWA polo que não me vou estender. A reação do governo genocida é um bom botão de mostra de que fai. E de que fai muito, senão não a perseguiria tanto: Israel irrumpe nas oficinas da UNRWA em Jerusalén Oriental.

b) A Corte Penal Internacional: A própia ONU denuncia na sua web que “as sanciones de EUA à Corte Penal Internacional ameaçam a Justiça universal”. Resulta significativo enteirar-mo-nos em “elDiario.es” de como sobrevivem os juízes baixo as sanciones de Trump, sem tarjeta nem conta de Google por investigar a Israel.

c) Um caso especial é o acosso abafante a que se está a submeter a Francesca Albanese, como podemos ver nesta entrevista com Olga Rodríguez. Um acosso que, “incrivelmente?”, não se reduze aos EUA, senão mesmo a estados da “democrática?” Europa, aos que lhes vale qualquer bulo (trola) para “alporizar-se?” e pedir a sua “demissão”:

5) Desde logo, é compreensível que a Trump e aos trumpistas não lhes goste que a ONU faga o pouco que fai. Mas, que fai (que fazemos) a gente? Pois no mundo vemos um enfrontamento entre os partidários da humanidade e os partidários do genocídio. E como aumenta a repressão contra os primeiros. Mencionando brevemente:

a) Hai repressão em EUA, mas também em Europa. Por exemplo mencionemos a Alemania, ou a Inglaterra e Palestine Action: que segue a ser declarado terrorista malia a sentença do 13 de fevereiro ao seu favor do Tribunal supremo inglés.

b) Hai loitas com pequenas victorias que dão azos como a cancelação de alguns actos por Euro-visão. Ou no festival de San Remo, com dous cantantes que renunciarão a Euro-visão e mais um terceiro que lhe dedicou umha nana a umha nena morta em Gaza.

d) Também no estado espanhol, e na Galiza onde temos que lembrar a repressão e as mostras de solidariedade com o companheiro Bruno Lópes (ver em praza.gal) ou as vitorias da Volta ciclista (ver, por exemplo a crónica previa à etapa em Mos por praza.gal) ou do festivais de Rok como o de Vina-Rok onde os novos patrocinadores falam de que “Volvemos às origens com um promotor histórico e umha nova equipa à fronte totalmente independente de KKR”.

e) Seguimos com um novo intento de Flotilla, esta vez mais forte: Porque a Flotilla da Liberdade anunciou (pouco antes do ataque a Irão) que lançará a sua maior missão rumbo a Gaza o 29 de março acompanhada dum convoi terrestre. Podemos le-lo aquí. Ou na página da CNT aquí, ou obter máis informação na sua web

g) Ou na minha vila, Betanzos, onde a organização Betanzos e Comarca Com Palestina, estamos a organizar diversas atividades (exposições, presença em mercados…) e também umhas jornadas de cine como podemos ver instagram ou em mastodon: Durante este mês de março e o vindeiro mês de abril, o cine Alfonsetti está a acolher o ciclo "Betanzos com Palestina", com a projeção de quatro filmes nas seguintes datas, todas ás 20,30h:

  • 7 de março: Bye, Bye, Tiberias,
  • 14 de março: La voz de Hind.
  • 28 de março: Checkpoint Rock
  • 11 de abril: No Other Land

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