Percursos sem roteiro

  • Invisível e ubíqua pobreza

    Medir a pobreza em sociedades como as europeias, pouco tem a ver com o limite absoluto de subsistência de 1,90 euros diários e muito, ao invés, com a insidiosa fronteira de índole relativa que separa os que vivem sem temor o dia-a-dia e multidom heterogénea que se encontra um mau dia com que já nom pode pagar umha factura imperativa e a partir dai pode rodar sem remédio ao poço da marginalidade.

  • Modos de sociabilidade defensiva

    Surgidas do intento compensar o mal-estar gerado polo individualismo mercantilista e a perda de afectividade no abismo do anonimato social, as comunidades de sentido proliferárom por toda a parte com os mais variados propósitos

  • De crise em crise avança a Uniom na Lotharingia

    Afinal, a Lotharíngia primordial parece confirmar a imagem de Jean Monnet: umha Europa plural e conflituosa que avança de crise em crise até o ponto de nom retorno, tanto por ausência de alternativa como por respeito aos valores que proclama.

  • Nomear invertebrados com C.G.

    Foi o professor Garrido quem me ajudou a explorar fortalezas e debilidades de um idioma que aspira a afirmar a sua potência autónoma e solidária em duas monografias exploratórias do seu caudal expressivo libertado por fim do labirinto da estagnaçom e suplência castelhanizante

  • Holanda, o coronavírus e todo o demais

    Um honorável condomínio de piratas fiscais que gostam de içar a bandeira da virtude e a frugalidade sempre mais vistosa que a bandeira pirata de toda a vida. Poucos ousam mexer nas suas sigilosas práticas veladas por discreto biombo protector trás do qual o mesmo podes encontrar um rei emérito de Espanha que um molt honorable ex-president com residência em Catalunha e conta bancária em Andorra.

  • Celebrar a opulência do idioma

    O Brasil de Diego é quotidiano e convivencial e o seu livro, um amigável passaporte para decifrar a assombrosa criatividade linguística e cultural brasileira.

  • Quarentena

    Aos três ginetes do apocalipse que afligem a humanidade: o do imparável açoute da mudança climática, o das migraçons desesperadas para fugir da morte e a miséria e o da insone economia especulativa codificada em anónimos algoritmos, vem-se somar agora um quarto, o mais antigo, um exíguo protocolo de ARN codificado no alfabeto da vida.

  • Gente e paisagem ante a Galiza minguante

    A metade da populaçom galega é já definitivamente urbana. Os labregos e marinheiros, elevados a categoria antropológica intemporal até há bem pouco tornárom definitivamente em simples agentes económicos da cadeia de valor alimentar

  • Os bailes do duque de Osuna

    Nos tempos em que a minha nai cantava, os seus filhos aprendemos de tanto ouvir um saudoso cuplé evocador do velho Madrid romántico onde um podia cruzar pola rua com Espronceda ou Larra ou sonhar com os bailes do duque de Osuna

  • Nós colectivo: povo e sociedade

    Nós, povo galego, fomos projectados á esta condiçom singular pola onda que tivo o seu início no liberalismo revolucionário e floresceu na Geraçom Nós, capaz de sonhar por primeira vez umha Galiza em construçom, emancipada da olhada alheia, aberta ao pacto com Espanha e Portugal quando as circunstáncias históricas fossem propícias